Crítica: A Fita Branca

A Fita Branca (The White Ribbon/Das Weisse Band, de Michael Haneke) – Drama/Suspense

Elenco: Christian Friedel, Ernst Jacobi, Leonie Benesch, Ulrich Tukur, Ursina Lardi, Fion Mutert, Michael Kranz, Burghart Klaußner, Steffi Kühnert, Maria-Victoria Dragus, Leonard Proxauf, Levin Henning, Johanna Busse, Thibault Sérié, Josef Bierbichler.

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A Fita Branca se desenvolve ao redor dos crimes cometidos no pequeno vilarejo. Primeiro foi o acidente com o médico, seguido da tortura feio ao filho do barão. Durante a apresentação dos crimes, o filme trata de desenvolver o comportamento da sociedade naquele período. Podemos observar, por exemplo, que a família do pastor é comandada com extrema rigidez. O pastor castiga seu Klara e Martin com chibatadas, além de amarrar uma fita branca em ambos para lembrar a pureza e inocência. Todos os personagens parecem ter seus segredos obscuros, embora o mistério parecesse rodear as crianças reprimidas e abusadas.

O filme é narrado pelo idoso professor da escola, cujo personagem no filme parece ser o cidadão mais equilibrado.  A narrativa trata de desenvolver o clima de mistério no vilarejo sem focar os crimes, e sim o padrão de comportamento dos indivíduos. É a rigidez absurda do pastor, a aflição e curiosidade das crianças, o caráter desprezível do médico, e a parteira apaixonada pelo médico que tem um filho doente.

O diretor Michael Haneke tratou de filmar uma película fria, sutil e com ritmo lento. Não é um filme fácil de digerir, e com certeza é o tipo de produção que conquistará muitos fãs e detratores.  O roteiro também assinado por Haneke usa todo o mistério da trama para mostrar um pedaço da Alemanha antes da primeira guerra mundial.

Tecnicamente, A Fita Branca é um filme brilhante. Haneke é obcecado por detalhe, o que faz do filme um exercício dificílimo de ser feito. O preto e branco trata de transmitir o clima frio da trama, enquanto as longas tomadas ditam o ritmo lento das ações. Já a fotografia, indicada ao Oscar, é tão bela e tão presente que em alguns momentos sobrepõe a própria narração. É um filme que incorpora suas qualidades técnicas na arte de comunicação com o espectador.

A Fita Branca é um drama/suspense de época frio e triste. Haneke tem em mãos mais um pedaço sólido de sua obra que possui grandes filmes como Caché e Violência Gratuita.

Nota 8.5/10

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3 Comentários to “Crítica: A Fita Branca”

  1. bruno soares disse:

    a impressão que eu tenho é que o haneke simplesmente se repetiu. e nessa fórmula aí, sou mais CACHE.

    • Rauny disse:

      Gostei por causa dos padroes de comportamento, das raizes do mal. Acho que ele foi feliz nas tramas paralelas, mas a formula geral realmente lembra Cache, mas gostei muito.

  2. clara disse:

    amei esse filme, adorei o paralelo entre adultos e crianças, a idéia de que não tem como as crianças terem um comportamento bom e pueril sendo que tudo o que veem dos adultos é raiva, rancor e maldade. a fotografia é impressionante. aliás, esse filme é tão incrível visualmente que só o cartaz já tem força.

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