Um Homem Sério ( A Serious Man, de Joel Coen e Ethan Coen) Drama/Comédia
Elenco: Michael Stuhlbarg, Richard Kind, Fred Melamed, Sari Lennick, Aaron Wolff, Jessica McManus, Peter Breitmayer, Brent Braunschweig, David Kang (2), Benjy Portnoe, Jack Swiler, Andrew S. Lentz, Jon Kaminski Jr., Ari Hoptman, Alan Mandell
Um Homem sério é uma comédia negra escrita e dirigida pelos Irmãos Coen que conta a história de Larry Gopnik, um professor de física que vê sua vida desmoronar após sua esposa anunciar que irá o abandonar para casar com outro homem. Paralelamente, Larry te que lidar com os filhos problemáticos, despesas financeiras e principalmente, a sua vida.
A primeira cena é digna da peculiaridade da filmografia dos Coen: um judeu volta para casa e fala para a esposa que encontrou um antigo conhecido, orem a esposa retruca dizendo que o homem estaria morto há três anos, o que faria dele um dybbuk, um espírito maligno do folclore judeu. Após a indagação, a mulher esfaqueia o “dybbuk” que sai vagando pela neve deixando o mistério sem solução.
Um Homem Sério é autêntico filme de Ethan e Joel. Possui um roteiro excelente, e é tecnicamente impecável. Não faz parte da lista das grandes obras dos irmãos, mas é um belo pedaço de cinema. A caracterização de seus personagens é eficiente, principalmente com Larry Gopnik, que se vê em um caminho sem rumo, com uma família problemática, um irmão estranho e a sensação de que a sua vida não tem sentido algum. Uma grande sacada do filme é construir personagens caricatos: a esposa insuportável, o futuro marido da esposa Sy que demonstra uma personalidade irritante, o filho que fuma maconha, o irmão “maluco”. São todos fatores da narrativa que fazem com o que espectador sinta a aflição de Larry.
Apesar de ser considerada uma comédia negra, Um Homem Sério é um retrato de um homem em apuros, que apesar de ser judeu, parece não depositar nenhuma confiança em suas crenças, pois sua procura por respostas com os rabinos são inusitados e inúteis. Aliás, um dos rabinos pode ser o símbolo do filme: Marshak só aparece em duas cenas, mas o seu diálogo com Danny Gopnik (filho do Larry) após seu bar mitzvah é a prova da originalidade do filme. Marshak fala lentamente o que pareciam palavras de sabedoria, quando na verdade são apenas umas linhas da música Somebody To Love (Jefferson Airplane).
A história é mais profunda do que parece, mas exige apreciação ao talento de um homem chamado Michael Stulbarg, um desconhecido que coloca o filme debaixo do braço e o transporta com uma excelente performance.
É um cinema de autor. Talvez a história não desperte em você nenhuma admiração, e o ritmo do filme te deixe entediado. É um filme que precisa ser mastigado várias vezes, pois aqui você não tem o famoso começo, meio e fim. São todas partes de uma produção madura e muito pessoal de Joel e Ethan Coen.
Nota 8/10
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fevereiro 19th, 2010
Rauny 
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my friendo, ainda não vi. espero que o marcão possa botar lá no cine sesi o mais rápido possível.
Acho que vai demorar um pouco. Mas vale a pena.
[...] Nota do blog: 4/5 - Leia a Crítica [...]
Esse filme não fala nada com nada e o título não faz sentido algum.
Mas os críticos adoram filmes assim pq dá a eles a impressão que só eles entendem.
Aposto que seu filme preferido é Transformers 2.