Crítica: Onde Vivem Os Monstros

Onde Vivem Os Monstros (Where the Wild Thing Are, de Spike Jonze) Aventura/Fantasia
Elenco: Max Records, Catherine Keener, Mark Ruffalo, James Gandolfini, Catherine O’Hara, Forest Whitaker, Paul Dano, Chris Cooper, Lauren Embrose.
Sinopse: Max (Max Records) é um garoto travesso mandado de castigo para seu quarto depois de desobedecer a mãe. Porém, a imaginação do menino está livre e o transporta para um reino desconhecido. Encantado, Max parte para a terra dos Monstros Selvagens, onde Max é o rei.

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Onde Vivem os Monstros é uma produção curiosa. Apesar de ser uma adaptação de um livro infantil, o filme não é exatamente direcionado ao público infantil. É um filme com um tom dark, obscuro. Mas pensando bem, ao passar do filme, muitas crianças vão se identificar com o solitário Max e muitos adultos irão relembrar de sua infância.

Spike Jonze é um diretor muito talentoso. Em Onde Vivem os Monstros, Jonze consegue explorar de forma objetiva e bonita a imaginação do pequeno Max, criando uma atmosfera dark e psicologicamente peculiar. É um filme complexo. As criaturas selvagens da ilha imaginada por Max são o símbolo de seu estado de espírito: Carol é impulsivo e carismático; KW é solitária; Alexander é ignorado.  Max começa a perceber que nem a sua ilha modelo é perfeita e socialmente exemplar. É assim na vida real.

O pequeno Max Records, que interpreta Max, dá um show de maturidade e talento no papel principal. Com a ajuda de Jonze, Records, com apenas 12 anos, tira de letra a responsabilidade de carregar o filme nas costas.

O filme possui efeitos especais belíssimos e uma trilha sonora impecável (é uma pena que a trilha esteja inelegível para o Oscar). As criaturas selvagens foram atuadas por especialistas em fantasias e depois retocadas com CGI (principalmente para adicionar os movimentos facias) e recebream as vozes de vários atores famosos, como James Gandolfini, Catherine O’Hara, Forest Whitaker e Chris Cooper.

Onde Vivem Os Monstros é um filme bonito, cativante, triste em alguns momentos. Tiro meu chapéu para o artista Spike Jonze, que não se entregou ao medo da Warner Bros e produziu o filme como imaginava.

Nota 8/10

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4 Comentários to “Crítica: Onde Vivem Os Monstros”

  1. bruno knott disse:

    O Spike Jonze mostrou ter coragem. Gostei muito desse filme, mas me pareceu que faltou algo. Não sei…

    E o Max Records foi fantástico. Acho que surgiu outro grande ator-mirim.

    • Rauny disse:

      Eu gostei pela coragem do Jonze. Bancar um filme desse com a visão mais obscura e complexa da produção não é pra qualquer um.

    • Rauny disse:

      Eu gostei por que admirei a coragem do Spike Jonze. Bancar esse filme com a sua vião dark das imaginação do Max não é pra qualquer um.

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